MAM: o “pecado” final do Guebuzismo no rastreio do FBI

MAM: o “pecado” final do Guebuzismo no rastreio do FBI

- Oito dias depois de Manuel Chang assinar o calote Cristine Lagarde a “Boss” do FMI escalou Maputo para a cimeira “África em ascensão”! Estácios

– Oito dias depois de Manuel Chang assinar o calote Cristine Lagarde a “Boss” do FMI escalou Maputo para a cimeira “África em ascensão”!

Estácios Valoi e Luís Nhachote

Se as primeiras duas transações do calote bilionário que deixaram estupefactos os meios financeiros internacionais domiciliados em Wall Street, e não só, envolvendo o banco Credit Suise que “libertou a mola” os valores para a viabilização da EMATUM e PROINDICUS, já o terceiro teve no epicentro no banco VTB da Russia. Também deste banco, para a viabilização da Mozambique Asset Management (MAM), a ordem de pagamento foi feita de uma conta de um outro banco domiciliada em Nova Iorque, Estado onde o grande júri pretende julgar os maestros do calote.
Manuel Chang, com o seu punho e letra, assinou, a 20 de Maio de 2014 assinou a terceira Garantia do Estado. Acontece porém que Cristine Lagarde, a actual directora do FMI, visitou Maputo uma semana depois de Chang ter feito uso da sua caneta, em modo oculto. O Centro de Jornalismo Investigativo (CJI) conta a história!
Lagarde em Maputo
A diretora do FMI chegou a Maputo a 26 de Maio de 2014 para tomar parte da conferência desta organização denominada “Africa em ascenção”. Nesse evento de que foi principal interveniente, falaram também o antigo estadista Armando Guebuza e, o hoje desgraçado Manuel Chang. O CJI entende que as omissões do governo baseado em Maputo (de que o FMI tinha tomado conhecimento desses empréstimos feitos sem conhecimento do parlamento e violando as leis orçamentais) eram do conhecimento de Cristine Lagarde, muito provalmente reportados pelo governo americano. Afinal de contas a sede do FMI se encontra em Washington DC, onde se localiza o coração do EUA…
A cérimonia ficou marcada pela transmissão de uma mensagem em video do diplomata ganês Kofi Annan, antigo secretário-geral da Organização das Nações Unidas.
O roteiro do dinheiro do VBT
Tendo como “adjudicário” a Prinvivest Shipbuilding Investments LCC, o valor foi solicitado ao Deustsche Bank Trust of Americas, com endereço no número 60 em Wall Street, New York, NY 10005, USA, três dias depois da solicitação o valor foi transferido para o VBT Capital plc, na sede deste em Londres. O SWIF deste banco alemão que fez a transferência é o BKTRUS33. O número de conta declarado foi o 04 011 233, e com o SWIFT MNBLGB2, sendo que a referência declarada para o pagamento foi LAD/MAM – Mozambique Asset Management.
Em Moçambique, o assunto da dívida oculta é um assunto candente, onde o que aparece à superfície parece ser só parte da verdade, mas mesmo assim aparecem posições convictas assumidas só com partes da verdade

Mas quem é o Deustche Bank Trust of Americas?

Fundado em 1903 o Deutsche Bank Trust Company Américas opera como uma subsidiária do Deutsche Bank Trust Corporation. Na sua na sua página na internet, o banco diz a quem interessar que oferece serviços bancários comerciais que incluem “aceitar depósitos, oferecer empréstimos e financiamentos”. O banco era anteriormente conhecido como Bankers Trust Company e mudou para o actual nome em abril de 2012 e opera como uma subsidiária do Deutsche Bank Trust Corporation.
Em novembro de 2018, o banco teve seus escritórios em Frankfurt invadidos pela polícia em conexão com investigações após o vazamento de documentos dos escritórios da firma Mossak Fonseca que se tornaram conhecidos como “Panamã Papers” sobre a lavagem de dinheiro de grandes grupos em paraisos fiscais, as tais OffShores. O Deutsche Bank chegou a divulgar um comunicado afirmando que “cooperaria de perto com os promotores”

Yuri Soloviev, uma figura a reter…
Num breve compulsar sobre os termos contratuais dos créditos concedidos com garantias soberanas, aparece a figura de Yuri Soloviev. Russo. A data dos factos era vice-presidente do banco russo VTB, um dos concessionários dos emprestimos. Numa entrevista a Bloomberg, em 2017 ele disse taxativamente o seguinte “O Governo (NE: de Moçambique) enganou-nos” ao não divulgar as dívidas com garantia estatal contraídas por várias empresas públicas entre 2013 e 2014. Na verdade, o número dois não se refere ao seu gestor de topo, que é assinantes do contrato do empréstimo da MAM!
Nessa entrevista, Yuri Soloniev afirmava não saber se Moçambique iria conseguir nesse ano, a parcela de 38 milhões de dólares relativa à emissão de dívida, o que de facto aconteceu. “A situação com esta dívida é muito dura, nós não sabemos se eles vão conseguir pagar”, reiterou Yuri Soloviev, lembrando que o banco está a ser paciente e “a tentar resolver a situação”.
Yuri Soloniev e os “ papeis do Panamã”
Os documentos da firma Mossack Fonseca – que esteve no epicentro do maior vazamento da história de documentos de empresas estabelecidas em paraisos fiscais – sediada no Panamã, demostram a existência de cooperação, parceria e relações de crédito de milhões de dólares entre grupos de empresas e outros ligados a família de Yuri Soloviev, este então primeiro vice-presidente do banco russo VTB.
Os registros indicam que apenas a ameaça de sanções européias interrompeu essa cooperação.
As conexões foram rastreadas através de uma série de transações entre empresas registradas em diferentes paraísos fiscais offshore.
A titulo ilustrativo, em dezembro de 2013, uma empresa offshore chamada Quillas Equities SA, de propriedade da Soloviev da VTB, terá emprestado 10 milhões de doláres a outra empresa offshore, a Keranto Holdings Ltd. (BVI) com uma taxa de juros anual de 3%.
Os fundos foram transferidos da conta da Quillas para um banco cipriota, o RCB Cyprus, que pertence à VTB. RCB é outro banco que tem laços estreitos com os amigos do presidente da Federação Russa, Vladimir Putin, conforme várias alegações. Em suma, o Governo de Moçambique, pelas mãos de interreses obscuros, andou na roda da alta agiotagem internacional, com as suas acções a serem monitoradas pelas Law enforcement do governo dos Estados Unidos da América,

Dos créditos dos co-assinantes
Conforme tinhamos dado conta – ver aqui – , foi sob os termos da jurisdição dos tribunais britanicos que os acordos da concessão de creditos e garantias foram assinados e, em caso de letigio, Londres seria o palco judicial, o que foi concordado entre as partes. Da parte moçambicana, no dia 20 de Maio de 2014, Manuel Chang, então ministro das Finanças, foi quem assinou a garantia do Estado com a VBT para o financiamento da MAM. Makram Abboud que actua como diretor da VTB Capital para o Médio Oriente e África na VTB desde janeiro de 2012 foi quem assinou conforme aferiu o CJI. Refira-se que Makram Abboud foi diretor executivo da VTB Capital plc, desde 24 de agosto de 2015. A sua folha de serviço diz que ele tem quase 20 anos de experiência trabalhando em papéis seniores na banca de investimento, cobrindo tanto o Oriente Médio quanto os mercados emergentes. Antes de ingressar na equipe do VTB Capital, Abboud actuou como Chefe de Mercados Emergentes na equipe de mercados emergentes da Nomura Holdings Inc, no departamento de vendas. Makram Abboud é formado pela Escola de Administração da Universidade McGill, em Montreal. Ele também é um contabilista credenciado pelo American Institute of Certified Public Accountants (AICPA), com sede em Virgínia, nos Estados Unidos da América (EUA).
Dívida da MAM: Garantias Soberanas da serão retiradas
O ministro Adriano Maleiane confirmou ao jornal @Verdade que foi alcançado um acordo de princípios para reestruturar a dívida de 535 milhões Dólares da Mozambique Asset Management SA (MAM), uma das 3 empresas que contraiu empréstimos com Garantias do Soberanas ilegais entre 2013 e 2014. Entretanto o @Verdade apurou que o Governo, tendo em conta a corrupção revelada pelas autoridades norte-americanas, informou ao Fundo Monetário Internacional (FMI) que deverá repudiar as Garantias Soberanas concedidas à Proindicus

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